Rotary RJ Ilha do Governador

O Rotary Faz a Diferença

Eventos

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Portão de entrada da Fundição Marinelli em Agnone, na Itália.

Embora viajar para o futuro ainda seja assunto de ficção científica, para encontrar um portal que nos leve de volta ao passado basta estar no lugar certo, na hora certa.

Isto foi o que senti na Fundição Marinelli, na pitoresca cidade de Agnone, na Itália, passando por sua enorme porta de madeira. Em instantes, senti que estava voltando a um tempo que já não existe. A cena que testemunhei foi a mesma que meus antepassados poderiam ter observado há mil anos.

Quatro trabalhadores compenetrados formavam um círculo dentro de um buraco e pisoteavam o chão e, com uma vara, socavam o solo levantando uma fina poeira no ar.

Era meados de março e, enquanto o ar lá fora era frio com ventos que atravessavam as montanhas cobertas de neve, o calor dentro da fundição aumentava rapidamente com o prazo para a produção do Sino do Centenário da Fundação Rotária se aproximando.

A família Marinelli tem feito sinos por cerca de mil anos, e hoje eles ainda trabalham da mesma maneira que seus ancestrais, à mão e fogo.

A palavra sino deriva do antigo deus do fogo conhecido como Baal, que significa “senhor ou mestre”. Em todas as épocas e países, o sino é um símbolo universal e um instrumento usado para se comunicar, notificar, alertar, convocar, marcar o tempo e chamar à ação. Por cerca de um século, tem sido utilizado pelos Rotary Clubs para marcar a abertura das reuniões e para simbolizar a ordem e a disciplina.

A renomada Fundição Marinelli, a única com o selo Pontifício do Vaticano, pertence a Armando e Pasquale Marinelli, irmãos que também são Rotarianos. A dedicação da família pelo Rotary os levou a criar e doar um sino decorativo de 50 kg para celebrar o Centenário da Fundação Rotária.(Na imagem ao lado, o Sino do Centenário da Fundação Rotária criado e doado ao Rotary pela Fundição Marinelli).

O opulente e brilhante sino, feito de bronze, se assemelha ao que eles produziram em 2005 para o Centenário do Rotary Internacional, atualmente exibido na sede mundial em Evanston, EUA. Este novo sino, no entanto, é adornado com uma seleção de imagens, logotipos e palavras que contam a história da Fundação Rotária em todos os seus 100 anos.

Graças a todos os Rotary Clubs e Distritos italianos, este sino simbólico foi enviado a Atlanta. E lá ocupou um lugar de destaque na sessão de abertura da Convenção Internacional do Rotary de 2017, para saudar o novo século desta Fundação que Faz o Bem no Mundo.

Fonte: Vozes do Rotary - Por Francesco Bruno, Especialista em Comunicação, Funcionário do RI - Fotos por Danilo Di Nucci

Enviado por Luiz Carlos em Dom, 16/07/2017 - 12:19 , em

Em Julho acontece também a troca de diretores do Rotary para a América do Sul e no mundo

A partir de 1 de Julho o Rotary International terá no Brasil um novo diretor. O empresário José Ubiracy Silva, associado do Rotary Club do Recife, no Distrito 4500 do Rotary International, encerra a gestão 2015-17, e será substituído pelo empresário Paulo Augusto Zanardi, associado do Rotary Club de Curitiba-Cidade Industrial, do Distrito 4730 do Rotary International, que ocupará o cargo na gestão 2017-19. O Diretor do Rotary é um rotariano que exerce mandato de dois anos no Conselho Diretor do RI, destacou o dirigente prestes a encerrar o mandado. Cada diretor é nomeado pelos clubes da zona correspondente, mas é eleito na Convenção por todos os clubes, completou o futuro dirigente brasileiro. O que significa que cada diretor representa todos os clubes na administração do Rotary, completou Paulo Augusto Zanardi.

O cargo de Diretor do Rotary International tem abrangência sobre parte sul da América do Sul que inclui a Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Ele passa a fazer parte do Conselho Diretor do Rotary International com outros 17 diretores, e sempre eleito para dois anos consecutivos. Um cargo de grande importância e de muita dedicação, ressaltou José Ubiracy Silva ao lembrar das dezenas de viagens necessárias para as reuniões em Evanston, nos Estados Unidos, na sede do Rotary International, além dos sete países na América do Sul, em que é requisitado. Sem contar as dezenas de viagens pelo Brasil, acrescentou o dirigente brasileiro ao completar a gestão 2015-17.

Paulo Augusto Zanardi será o 11º Diretor do Rotary International como brasileiro, e começa a gestão a partir do dia primeiro de julho. Os diretores brasileiros em atividade foram: Mário de Oliveira Antonino, associado do Rotary Club do Recife-Largo da Paz, no D4500 do RI, Gestão 1985-87; Gerson Gonçalves, associado do RC de Londrina-Norte, do D4710 do RI, Gestão 1993-95; José Alfredo Pretoni, associado do RC de São Paulo, no D4420 do RI, Gestão 1995-97; Hipólito Sérgio Ferreira, associado do RC de Contagem-Cidade Industrial, Gestão 1999-01; Alceu Antimo Vezozzo, associado do RC de Curitiba, no D4730 do RI; Luiz Coelho de Oliveira, associado do RC de Limeira, no D4590 do RI, Gestão 2003-05; Themistocles Américo Caldas Pinho, associado do RC de Niteroi, no D4750 do RI, Gestão 2007-09; Antonio Hallage, associado do RC de Curitiba-Leste, no D4730 do RI, Gestão 2009-11; José Antônio Figueiredo Antiório, associado do RC de Osasco, no D4610 do RI, Gestão 2011-13 e agora José Ubiracy Silva, associado do RC do Recife, D4500 do RI, Gestão 2015-17. Outros 12 brasileiros ocuparam o cargo, mas já faleceram, recordou o atual dirigente do Rotary no Brasil.

O Diretor do Rotary International na América do Sul é responsável por 64 distritos rotários envolvendo as zonas rotárias: 22A (12 distritos), 22B (17 distritos), 23A (13 distritos), 23B (11 distritos) e 23C (11 distritos). A cada três brasileiros eleitos, um estrangeiro de outro país sul americano é eleito para o cargo, disse José Ubiracy Silva, que substituiu Célia Giay, que é da Argentina. Este ano o Brasil indicará outro diretor, que já começa a se preparar com bastante antecedência, completou Paulo Augusto Zanardi, que foi eleito em 2016 e vem se preparando desde então, e considerado eleito este mês, na Convenção do Rotary International, em Atlanta, Estados Unidos, onde compareceraram mais de 35,000 rotarianos, esposas e convidados e onde tivemos a grande sastsisfação de participar para comermorar também o Centenário da Fundação Rotária.

Fonte: Sérgio de Castro

Enviado por Luiz Carlos em Sáb, 15/07/2017 - 10:07 , em

Fazer a diferença é uma expressão que ouvimos muito no Rotary, pois representa não só as oportunidades que temos, mas aquilo que já fazemos. Como lema de 2017-18, o presidente do RI, Ian Riseley, escolheu “O Rotary Faz a Diferença”. Tendo como base seu compromisso de Dar de Si Antes de Pensar em Si, cada clube e rotariano deve decidir que tipo de diferença deseja fazer em sua comunidade e no mundo todo. Veja, a seguir, algumas ideias:


  • Identifique uma necessidade da sua comunidade e desenvolva um projeto financiado por Subsídio Distrital ou Global para solucioná-la.
  • Motive jovens líderes a se envolverem em nossos programas pró-juventude, como o Interact, Rotaract, RYLA e Intercâmbio de Jovens.


  • Faça uma doação à Fundação Rotária. As contribuições fornecem milhões de dólares para subsídios que apoiam nossos serviços humanitários em todo o mundo. Saiba mais em http://www.rotary.org/pt/give.
  • Participe da Convenção do Rotary de 2018 em Toronto, Canadá, para se conectar com associados de todo o mundo. Inscreva-se em riconvention.org/pt.


  • Use os recursos do Brand Center (www.rotary.org/brandcenter) em suas comunicações e materiais para divulgar nossa organização e motivar outras pessoas a se juntarem a nós.
  • Conheça outras pessoas que compartilham dos mesmos interesses que você através de um Grupo de Companheirismo ou Grupo Rotarianos em Ação.
  • Plante de uma a três árvores para cada associado do seu clube entre agora e o Dia Mundial da Terra, 22 de abril de 2018, ou realize um projeto ambiental.
  • Realize um fórum ou seminário sobre assunto relevante à comunidade, destacando como seu clube reúne pessoas em busca de soluções.
  • Promova a paz e forme novos líderes, patrocinando ou recebendo um estudante do Intercâmbio de Jovens, ou financiando um participante em evento RYLA.

Fonte: Vozes do Rotary - 07/06/2017

Enviado por Luiz Carlos em Qui, 13/07/2017 - 12:11 , em

Você Rotariano, que não compareceu à reunião de seu clube ou está em viagens de negócios, ou turismo, pelo Rio de Janeiro, dispõe de diversas possibilidades para fazer sua recuperação de frequência. Saiba onde.

SEGUNDA-FEIRA – EM ALMOÇO
- RC RJ Méier -12:30 horas - Casa do Bacalhau – Rua Dias da Cruz, 426 - Méier
- RC RJ Rio Comprido - 12:30 horas - Restaurante La Mole Tijuca – Rua Marquês de Valença, 78 - Tijuca

SEGUNDA-FEIRA – EM JANTAR
- RC Belford Roxo - Lote 15 - 20:30 horas - Sede da Casa da Amizade e Banco de Leitos Hospitalar - Rua Francisco Monteiro, 28 - Centro - Lote XV
- RC de Copacabana - 20:30 horas - Hotel Othon – Avenida Atlântica,3264 - Copacabana
- RC RJ Grajaú - 20:15 horas - Restaurante La Mole Tijuca - Rua Marquês de Valença, 78 – Tijuca
- RC Petrópolis - 19:30 horas - Rua Alencar Lima, 35 sala 613 – Centro/Petrópolis

TERÇA-FEIRA – EM ALMOÇO
- RC RJ Bonsucesso Ramos -12:30 horas - Centro Cultural da UNISUAM - Auditório Amarina Mota - Av. Paris, 84 – Bonsucesso
- RC RJ Botafogo - 12:30 horas - Restaurante Gambino – Rua do Catete, 288 (andar superior) - Largo do Machado
- RC Campo Grande - 12:15 horas - Churrascaria Rei do Gado - Rua Amaral Costa, 576 - Campo Grande
- RC Irajá - 12:00 horas - Restaurante Parmê – Av. Vicente de Carvalho, 1175 – Vila da Penha
- RC RJ Jacarepaguá - 12:30 horas - Adega Bosque da Praça – Rua Cândido Benício, 2.235 - Jacarepaguá
- RC Jardim Primavera - 12:15 horas - Casa da Amizade - Rua Américo de Campos, 221 – Jardim Primavera
- RC RJ Madureira - 12:30 horas - Churrascaria Norte Grill Madureira - Estrada do Portela, 267 – Madureira

TERÇA-FEIRA – EM JANTAR
- RC Belford Roxo - 20:00 horas - Churrascaria Los Pagos (antigo Labone) – Rodovia Presidente Dutra, (Entrada de Belford Roxo)
- RC RJ Laranjeiras/RC RJ Flamengo - 20:00 horas - Casa do Minho - Rua Cosme Velho, 60 - Cosme Velho
- RC Petrópolis Itaipava - 19:30 horas - Rua Alberto Torres, 61 - Centro
- RC RJ Maracanã - 20:00 horas - Restaurante La Mole Tijuca – Rua Marquês de Valença, 78 - Tijuca
- RC Mesquita - 20:15 horas - Sede Própria - Avenida União, 1.409 – Mesquita. Última 3ª feira do mês em almoço - 12:00 horas.
- RC RJ Ilha do Governador - 20:00 horas - Iate Clube Jardim Guanabara – Rua Orestes Barbosa, 229 – Jardim Guanabara
- RC RJ Leblon Gávea - 20:00 horas - Sociedade Germânia - Rua Antenor Rangel, 210 – Gávea
- RC RJ Sernambetiba - 20:30 horas - Restaurante Beco do Alemão - Av. das Américas, 1.600 - Barra da Tijuca

QUARTA-FEIRA – EM ALMOÇO
- RC Duque Caxias - 12:15 horas - Casa da Amizade – Rua Prefeito José Carlos Lacerda, 948 – Duque de Caxias
- RC Nova Iguaçu Leste - 12:00 horas - Pizzeria La Dolce Vita, Rua Coronel Francisco Soares, 1.528 - Nova Iguaçu
- RC Petrópolis Itaipava - 19:30 horas - Rua Alberto Torres, 61 – Centro
- RC RJ Pilares - 12:30 horas - Restaurante Garota do Papai, Av. Dom Helder Câmara, 7.084 - Pilares
- RC Queimados - 12:15 horas - Churrascaria Rei do Tutu - Praça Doutor Rubens Lima, 26 - Queimados
- RC do Rio de Janeiro - 12:15 horas - Associação Comercial do RJ - Rua da Candelária, 9/14º - Centro/RJ
- RC São João de Meriti e Vilar dos Teles - 12:15 horas -
Sede - Rua Juiz Moacir M. Morado, 65 – Centro/São João de Meriti
- RC RJ Tijuca - 12:30 horas - Tijuca Tênis Clube – Rua Conde de Bonfim, 451/2º - Tijuca

QUARTA-FEIRA – EM JANTAR
- RC Bangu - 19:30 horas - Sede Própria - Rua Silva Cardoso, 390/201 – Bangu
- RC Barra da Tijuca - 20:30 horas - Churrascaria Tourão - Praça São Perpétuo, 116 – Barra da Tijuca
- RC RJ Jardim Botânico - 20:00 horas - Sociedade Germânia - Rua Antenor Rangel, 210 – Gávea
- RC Itaguaí - 20:30 horas - Associação Comercial – Rua Leda Cabral, 40 – Centro/Itaguaí
- RC RJ Lagoa - 20:30 horas - Clube Monte Líbano - Av. Borges de Medeiros, 701 – Lagoa
- RC Petrópolis Cidade Imperial - 19:00 horas - Sede do Clube, Rua Dezesseis de Março, 38 - Centro (adjuve)
- RC RJ Urca – 20:30 horas - Iate Club do Rio de Janeiro - Av. Pasteur, 333 – Urca

QUINTA-FEIRA – EM ALMOÇO
- RC DC Nilo Peçanha - 12:30 horas - Churrascaria Caxias Grill - Av. Pres. Kennedy, 2035 – Duque de Caxias
- RC Nilópolis - 12:30 horas - Rua Maestro Djalma do Carmo, 121 – Nilópolis
- RC RJ São Cristóvão - 12:30 horas - Restaurante Cidade do Porto - Campo de São Cristóvão, 254 térreo – São Cristóvão
- RC RJ Saúde - 12:30 horas - Escola Padre Dr. Francisco Mota - Rua João José, 16 – Saúde

QUINTA-FEIRA – EM JANTAR
- RC RJ Braz de Pina - 20:00 horas - Restaurante Palanca Negra – Estrada do Quitungo, 1919 – Braz de Pina
- RC RJ Guanabara-Galeão - 20:00 horas - Iate Clube Jardim Guanabara - Rua Orestes Barbosa, 229 – Jardim Guanabara
- RC RJ Ipanema - 20:30 horas - Paissandu Atlético Club - Av. Afrânio de Melo Franco, 330 - Ipanema
- RC NI Prata Maxambomba - 20:30 horas - Pizzaria e Churrascaria Rodeio Gaúcho – Rodovia Presidente Dutra, 17700, Nova Iguaçu
- RC RJ Taquara - 20:30 horas - Churrascaria Rei do Gado - Estrada dos Bandeirantes, 867 - Taquara
- RC RJ São Conrado - 20:00 horas - Sociedade Germânia - Rua Antenor Rangel, 210 – Gávea

SEXTA-FEIRA – EM ALMOÇO
- RC RJ Glória - 12:30 horas - Associação Comercial do Rio de Janeiro - Rua da Candelária, 9/14º – Centro
- RC Nova Iguaçu - 12:30 horas - Nova Iguaçu Country Club - Rua Barros Junior, 862 - Nova Iguaçu
- RC RJ Penha / RC RJ Mercado São Sebastião - 12:30 horas -
Banco de Cadeiras de Rodas - Rua Belizário Pena, 901 – Penha
- RC RJ Rocha Miranda - 12:30 horas - Restaurante Point Carioca – Av. dos Italianos, 840 – Rocha Miranda

DOMINGO – EM CAFÉ
- RC Petrópolis Bingen – 10:00 horas - Estrada da Conserva S/N , 0 - (atrás de cerâmica Argebem) - Bemposta - Três Rios

Enviado por Luiz Carlos em Ter, 11/07/2017 - 16:22 , em

Wanzita Ally cresceu em uma aldeia da Tanzânia e nunca pensou em viajar para os Estados Unidos. 

Como seu pai morreu quando ela era pequena, a menina morava com sua mãe e avó, agricultoras de baixa renda. Para se alimentar, a família dependia do que era colhido nos campos. 

Mas Wanzita adorava ir para a escola! Ela foi escolhida como líder da sala pelos colegas, e seus professores relataram “dedicação, bom comportamento e ótimo nível de frequência” por parte da aluna, apesar de ficar longos períodos sem comer. Wanzita estava determinada a não deixar a situação de sua família interferir na sua educação.  

Wanzita Ally mostra seu blazer coberto de bótons e pins, e um aplique do Rotary no bolso.  

No início dos anos 90, um voluntário do Peace Corps chamado Brian Singer estava ensinando matemática em uma escola perto da aldeia de Wanzita quando conheceu quatro irmãos órfãos. 

Depois de voltar para sua casa, em Minnesota, EUA, ele conversou com familiares e amigos sobre formas de ajudar aquelas crianças a pagarem as mensalidades escolares. O resultado foi tão positivo que ele não só conseguiu auxiliar outras crianças, mas também acabou criando o Project Zawadi, organização sem fins lucrativos que já patrocinou cerca de 650 estudantes. 

Alguns anos atrás, o Project Zawadi expandiu sua missão para ajudar escolas a aumentarem seu alcance, construir salas de aula e moradias para professores, fornecer sanitários e laboratórios de informática, e criar um centro de treinamento profissionalizante. Por meio de uma dessas iniciativas, a Escola Makongoro, onde Wanzita estudava, recebeu camas para um dormitório e a própria garota, inclusive, recebeu ajuda de custo para seus estudos.

A organização parceira do Project Zawadi, Zinduka, contatou o Rotary Club de Musoma (o diretor da Zinduka, Max Madoro, acabou entrando para o clube mais tarde) a fim de solicitar ajuda com o projeto na Escola Makongoro. Mas a colaboração com o Rotary só começou de verdade quando Vicki Dilley, rotariana de Northfield, Minnesota, que também foi voluntária do Peace Corps, começou a se envolver. 

Dilley também está bastante envolvida com o Intercâmbio de Jovens North Star, administrado pelos Distritos 5950 e 5960 (Minnesota e Wisconsin). O programa, um dos mais ativos nos Estados Unidos, envia de 60 a 68 estudantes ao exterior anualmente e também recebe participantes de outros países.

No ano passado, graças aos contatos de Dilley, a North Star decidiu procurar um estudante da Tanzânia para participar do intercâmbio. E Singer e Madoro selecionaram Wanzita. 

O Project Zawadi criou um centro de treinamento profissionalizante e equipou o dormitório da Escola Makongoro.

Este tipo de colaboração entre rotarianos e voluntários do Peace Corps é uma das razões que levou as duas organizações a oficializarem sua parceria em 2014. Ambas compartilham os objetivos de promover a compreensão internacional, ampliar a conscientização global e capacitar comunidades para promover educação, desenvolvimento econômico, saúde e muito mais. “É uma colaboração natural”, explica Singer. “Por meio dela, pessoas que se importam com o próximo – os rotarianos – podem se conectar àqueles que possuem uma ligação com uma aldeia ou grupo.” 

Dilley vê a parceria da mesma forma. “Para meu marido e eu, o Rotary sempre foi uma extensão do que queríamos fazer no Peace Corps.”

Wanzita não poderia embarcar em sua jornada sem um passaporte. Mas para obtê-lo, ela precisava de uma certidão de nascimento. Só que para isso, a mãe também precisava da sua. Assim, acompanhadas por Madoro, as duas foram à cidade de Dar es Salaam providenciar toda a documentação necessária para a viagem.  

Wanzita está adorando a experiência! Logo que chegou a Minnesota, no final de 2016, ela ficou surpresa ao ver como as pessoas conseguiam encontrar suas casas, já que para ela todas pareciam iguais. “Fiquei impressionada com a quantidade de carros, as rodovias e os prédios”, conta.  

Mas com o passar do tempo, as coisas estranhas passaram a se normalizar. 

Na escola, ela se juntou à equipe de cross country e se inscreveu para diversas aulas, inclusive psicologia, contabilidade e biologia. 

“Agora”, diz ela, “estou acostumada com tudo – menos com queijo”. 

Apesar de gostar de hambúrguer, espaguete e pizza (mesmo tendo queijo), Wanzita ainda cozinha ugali (um tipo de polenta de farinha de milho) de vez em quando. Com seu novo smartphone, a estudante envia fotos e mensagens aos amigos e familiares na Tanzânia e, para vê-las, sua mãe vai até a antiga escola da filha, onde uma professora mostra a ela todas as novidades.  

Wanzita não sabe o que o futuro reserva, mas pretende continuar seus estudos na Tanzânia. Ela pensava em ser enfermeira, mas agora que ampliou seus horizontes, tem outras ideias em mente. 

“Quando contei ao Brian Singer que queria ser enfermeira, ele me perguntou: ‘E por que não médica?’. Então, quem sabe, serei médica.”

 Fonte: Rotary International, por Frank Bures

Enviado por Rotary RJ Ilha ... em Sáb, 08/07/2017 - 11:02 , em

Inicialmente, o ciclo administrativo do Rotary compreendia o período entre as Convenções Internacionais

Hoje em diaé comum nos referirmos ao ciclo de uma gestão no Rotary como ano rotário, mas muitos têm curiosidade de saber como isso foi definido. Inicialmente, o ano fiscal do Rotary foi determinado para compreender o período entre as Convenções Internacionais. Assim, o primeiro período teve começo após o término da convenção de 1910, realizada em Chicago no dia 18 de agosto, e terminou em 21 de agosto de 1911, primeiro dia da Convenção de Portland.

O período seguinte, 1911-12, foi de 21 de agosto de 1911 a 9 de agosto do ano seguinte, início da Convenção de Duluth. Nesta mesma convenção de 1912, o Conselho Diretor da então Associação Internacional de Rotary Clubs reuniu-se e decidiu pela realização de uma auditoria nas suas finanças. O relatório dos auditores, publicado em março de 2013, recomendou que a Associação terminasse aquele ano fiscal em 30 de junho, o que daria tempo para que o secretário geral e o tesoureiro preparassem um relatório financeiro a ser apresentado ao Conselho e à convenção.

A mudança também daria tempo para que o secretário geral divulgasse as estatísticas referentes ao número de associados, permitindo a definição, com a devida antecedência, do número de delegados por clube. É importante lembrar que naquela época as convenções eram normalmente realizadas nos meses de julho ou agosto.

Documentos alterados

A mudança foi efetivada na reunião do Comitê Executivo de abril de 2013, fazendo com que o ano fiscal de 1912-13 – e todos os seguintes – passassem a se encerrar em 30 de junho. Os estatutos e regimentos do Rotary foram devidamente alterados. A novidade facilitou ainda a definição dos prazos para os relatórios periódicos dos clubes e respectivos pagamentos das per capita. Até a revista do Rotary, The Rotarian, alterou a numeração de suas edições, iniciando o volume cinco em julho de 1914.

As convenções continuaram a ser realizadas em julho ou agosto, até que a convenção de 1916, em Cincinnati, aprovou a Resolução N° 15, que transferia o evento para junho, tendo em vista que em julho e agosto o clima era muito quente nos EUA (naquela época o ar condicionado ainda não era tão comum!).

A primeira vez que o termo Rotary Year (ano rotário, em inglês) apareceu definindo o novo período administrativo do Rotary foi na revista The Rotarian de julho de 1913 (página 9).

* Fonte: site do Rotary Global History Fellowship - Revista Rotary Brasil - 04/07/2017

** O autor é Eduardo Muniz Werneck, governador 2010-11 do distrito 4670, associado ao Rotary Club de São Leopoldo-Leste, RS (distrito 4670), e organizador do livro 1936 – O ano em que o Brasil conheceu Paul Percy Harris, que pode ser adquirido pelo e-mail cdpi@revistarotarybrasil.com.br

Enviado por Rotary RJ Ilha ... em Sex, 07/07/2017 - 12:17 , em

 

Desde 2013 com
a nova marca do Rotary International, os clubes, os distritos e a própria organização mundial, passaram a ter marcas próprias, ou seja, a relação com a comunidade passou a ser mais direta, e agora se sabe quem faz o que. Considero interessante esta questão, pois, se o rotariano desconhece o que é Rotary e o que ele faz, a comunidade então, nem se fala, já que fica na dependência da atitude do rotariano em mostrar e explicar o que é a organização mundial.

A partir de agora com marcas distintas, o rotariano saberá distinguir o que cada um faz. Acredita-se que desta forma o relacionamento com a comunidade será melhor e maior. Quando se olha a marca do Rotary, pura e simples, com a roda rotária e a palavra Rotary, sabe-se que se trata do Rotary International. Quem esteve na convenção em São Paulo, percebeu que todas as marcas eram esta, afinal, era um evento mundial do Rotary e não de um clube, de um distrito ou até mesmo de um País.

Quando um clube promover uma atividade na cidade, seja ela qual for, é preciso colocar a marca do clube e não do Rotary International, até mesmo pelo fato de se tratar de uma ação pontual do clube e não da organização mundial. Isso precisa ficar claro para os rotarianos. Quando colocar a marca própria do clube, a identidade com a comunidade será maior e direta. As pessoas passarão a enxergar o Rotary como sendo algo da própria comunidade, e não de um País distante que “utilizaria” dos recursos locais, para extrair dinheiro para a sede em outro País. O rotariano sabe que isso não é verdade, e que tudo que é captado no Brasil é utilizado no Brasil e ainda vem uma boa parte de recursos financeiros do exterior.

Os governadores e as ações coletivas passaram a ter uma identidade visual, com a marca própria do Distrito. Isto quer dizer que as atividades do governador distrital como: conferências, seminários, interclubes, interdistritais e tudo mais, passaram a contar com a marca do distrito, e certamente, tendo uma visibilidade específica sobre o que é ação do distrito, do clube e do Rotary International.

Os programas desenvolvidos pelo Rotary e pela Fundação Rotária, passam a ter um modelo de marca, ou seja, utilizando da “marca base”, os programas são apresentados com a cara do Rotary.

Não nos cabe discutir ou polemizar se a marca deveria ser assim ou de outro jeito. Cabe-nos a utiliza-la da melhor maneira correta e dentro dos padrões do Rotary International. Por ser jornalista e trabalhar muito com as mídias sociais, tenho verificados erros e acertos em todo o Brasil, e em muitos outros clubes do exterior. Os amigos rotários mais próximo até me apelidaram de “caçador de marcas”, de tanto que mostro os erros e acerto das marcas de clubes e distritos, pelas redes sociais.

O importante é que cada rotariano preocupado com a marca do próprio clube, entre no portal do Rotary (MeuRotary) e no Brand Center  para produzir a marca corretamente com a fonte correta, tamanho correto, espaço correto e o alinhamento devido. Muita gente mexe na marca utilizando fontes e tamanhos indevidos. Isso não pode. Marca é como assinatura não se pode alterar, e diga-se de passagem, a nossa marca é muito inteligente, em todos os sentidos. Alguns podem não gostar desse ou daquele tom, mas que a nova marca nos aproximou mais da comunidade, disso eu não tenho dúvidas.

Fonte: Márcio Cavalca Medeiros é coordenador nacional de Imagem Pública do Rotary para as Zonas 22A e 23A. Seu e-mail é márcio@medeiros.jor.br.

Enviado por Luiz Carlos em Sáb, 01/07/2017 - 11:07 , em

A Fundação Oswaldo Cruz vem desenvolvendo desde 2012 o Projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil.
O Rotary RJ Ilha do Governador, preocupado com o adequado atendimento à comunidade insulana, recebeu na terça-feira, 27 de junho de 2017, equipe da Fundação Oswaldo Cruz que fez apresentação do Projeto, visando o engajamento do clube.

O Projeto, sem fins lucrativos, tem sua origem na Austrália e vem sendo aplicado em diversos países tais como Austrália, Indonésia, Vietnã, Colômbia, Índia e Brasil.
A proposta do Projeto é reduzir a transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya pelo mosquito Aedes aegypti, de uma forma segura e sustentável.
O Projeto utiliza uma bactéria, chamada Wolbachia, naturalmente presente em cerca de 60% dos insetos. O método não usa nenhum tipo de modificação genética.
Os cientistas comprovaram em laboratório que, quando a bactéria Wolbachia está introduzida no Aedes aegypti, o mosquito perde a capacidade de transmitir essas doenças.
Projetos-piloto
Durante os projetos-piloto os mosquitos com Wolbachia foram liberados de forma programada pela equipe do Projeto. Ao se reproduzirem com os Aedes aegypti existentes no local, os filhotes já nascem com a bactéria Wolbachia, o que garante a autosustentabilidade do método.

Veja abaixo imagens ilustrativas sobre o método utilizado no Projeto.

No Brasil, os bairros de Tubiacanga (Ilha do Governador - Rio de Janeiro) e Jurujuba (Rio de Janeiro - Niterói) receberam os projetos-piloto do Eliminar a Dengue: Desafio Brasil. Agora, o Projeto expande suas atividades para outras áreas desses municípios, até atingir um contingente populacional em torno de 3 milhões de habitantes.

Caso você tenha interesse em conhecer mais a fundo este Projeto de grande interesse para a população, consulte o site do Projeto e confira as informações e método utilizado, em desenho animado, no endereço www.fiocruz.br/eliminaradengue, ou consulte apelo email eliminaradengue@fiocruz.br.
Caso queira agendar uma apresentação do Projeto use o email acima, ou os telefones 21-3882-9265, ou 21-99643-4805 (Whatsapp), com atendimento de segunda a sexta-feira, da 09:00 horas às 12:00 horas e das 13:00 horas às 17:00 horas. Poderão ser feitas ligações a cobrar.

Enviado por Luiz Carlos em Qui, 29/06/2017 - 12:06 , em

É com muito orgulho e antecipação que lançamos um programa piloto de três anos para a construção de moradias de baixo custo e escolas simples financiadas com Subsídios Globais.
Muitos lembram dos Subsídios Equivalentes que financiavam moradias de baixo custo. O novo piloto aumentará os requisitos de sustentabilidade deste programa e oferecerá escolas simples a regiões sem acesso a estabelecimentos de ensino. Em breve, forneceremos mais detalhes sobre esta iniciativa no website do Rotary.
As moradias de baixo custo são estruturas modestas e permanentes, de um único andar, que foram projetadas para proporcionar uma residência e posse de terra para famílias carentes ou sem teto. As casas não só abrigarão as famílias, mas também fornecerão água, sanitários e eletricidade. As estruturas serão construídas em terrenos doados, próximos a centros econômicos, para garantir que os moradores tenham acesso a unidades de trabalho.

Na foto ao lado, em 2016, membros da Cadre visitaram os residentes de
moradias de baixo custo financiadas por Subsídios na Índia.
As moradias de baixo custo, que se enquadram em várias áreas de enfoque, devem proporcionar treinamento relacionado à área em questão. Os moradores também receberão treinamento em gestão financeira e melhoria dos meios de subsistência, como cursos profissionalizantes ou de empreendedorismo, para ajudá-los a administrar os custos com a manutenção das residências. Uma comissão formada por membros da comunidade ficará responsável pela governança do vilarejo, treinamento sobre manutenção e ocupação das casas.
Nosso programa de escolas simples fornecerá construções modestas e permanentes de apenas um andar em que serão ministradas aulas do ensino básico e médio, e serão localizadas perto de comunidades onde as escolas atuais estejam superlotadas, estruturalmente instáveis ou muito longe das moradias. O projeto englobará treinamento para professores visando melhorar a qualidade do ensino. As escolas simples também incluirão banheiros, acesso à água e pias para lavar as mãos, além de treinamento em higiene e saneamento para professores e alunos.
Um grupo da Cadre formado por 12 membros de várias regiões do mundo e com experiência profissional em construção foi selecionado parar avaliar os projetos-piloto. Eu farei a análise inicial de todos os pedidos de moradias de baixo custo e escolas simples antes de colaborar com este grupo.
Tenho um mestrado em arquitetura com foco em design de moradias, portanto, minha paixão é proporcionar construções seguras em benefício das comunidades ao redor do mundo. Senti-me honrada e feliz em exercer a função de chair da equipe que formulou as diretrizes para esse projeto e espero contar com as suas opiniões sobre o plano piloto que estamos lançando. Entre em contato comigo se tiver alguma pergunta (sara.larsonmercer@rotary.org).

Fonte: TechTalk - Abril de 2017 - Sara Larson Mercer - Dirigente Regional de Subsídios da Fundação Rotária

Enviado por Luiz Carlos em Qui, 15/06/2017 - 10:04 , em

Trinta e quatro jovens, com idades entre 16 e 21 anos,sentam em círculo nos tatames onde treinam semanalmente. A princípio um pouco tímidos, aos poucos eles começam a contar sobre a vida antes do Força Jovem Judô.

Lucas Ferreira, que mora no Morro da Mangueira, uma comunidade do Rio de Janeiro, é o primeiro a falar.

“Antes de começar a praticar judô, com somente oito anos eu vagava pelas ruas em más companhias”, diz ele, que agora tem 20 anos e está casado.

Renan Alves (foto abaixo, com crédito para Vitor Vogel/Revista Rotary Brasil), também morador do Morro da Mangueira, afirma que a equipe do Força Jovem Judô mudou completamente sua vida. Ele agora é professor em uma creche patrocinada pelo Rotary Club do Rio de Janeiro-Mercado São Sebastião. Com um sorriso acanhado, Renan Alves, de 19 anos, que pratica judô desde os 10, começa a falar rapidamente: “Quando eu era criança, pensava que me tornaria uma pessoa ruim, como um traficante. O Força Jovem Judô abriu portas para mim, me mostrando que eu poderia ser uma pessoa do bem e competir pelo meu país”, diz ele, que é professor na creche da comunidade em que ele e Lucas vivem.

 

Renan e Lucas estão entre os 300 estudantes das favelas da região que treinam semanalmente com a equipe do Força Jovem Judô, apoiados pelo Rotary Club do Rio de Janeiro-Mercado São Sebastião. O rotariano e treinador João Luiz Miranda, juntamente com seus assistentes, trabalhou muito na formação de uma equipe coesa. E, nesse processo, mostrou a esses jovens que existe vida fora da violência e do crime que eles vivenciam diariamente nas suas comunidades.

Antes de se tornar treinador, Miranda trabalhou na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Em 1998, participou de um programa para tirar crianças e adolescentes das ruas. Mas ele estava frustrado. “Eles acabavam voltando para a mesma situação; o programa parecia não estar funcionando”, lembra.

No ano seguinte, ele pediu ao seu supervisor se poderia lançar um programa esportivo na sede da Guarda Municipal. A iniciativa, que começou com apenas três estudantes, cresceu rapidamente. Atualmente, a equipe treina nas instalações do time de futebol Clube de Regatas Vasco da Gama, um grande apoiador do programa. Os membros mais jovens da equipe, com idades entre 3 e 13 anos, praticam em uma igreja próxima.

Esperança olímpica

Vitória Pinheiro treina diariamente com a equipe por uma chance de competir nos Jogos Olímpicos de 2020. Ela afirma que o Força Jovem Judô ajudou a concentrar sua energia negativa no alcance de um objetivo positivo. Além da equipe de judô, ela também participa do Interact Club do Força Jovem Judô-CFC, patrocinado pelo Rotary Club do Rio de Janeiro-Mercado São Sebastião.

Vitória Pinheiro, confessou que “era muito rebelde e não queria ouvir ninguém”. Após conquistar o terceiro lugar em um campeonato nacional de judô, ela decidiu que queria mais.

João Luiz afirmou que a medalha de ouro no judô feminino conquistada nos Jogos Olímpicos de 2016 por Rafaela Silva, que cresceu na famosa favela Cidade de Deus, mostrou à equipe que tudo é possível: “É muito gratificante ver esses jovens se tornarem campeões estaduais, nacionais e olímpicos”, disse ele com orgulho.

A equipe do Força Jovem Judô (foto abaixo, com crédito para Décio Luís Escudero,Rotary Club do Rio de Janeiro-Mercado São Sebastião) venceu o campeonato estadual duas vezes e ainda era a campeã em 2016. A equipe também venceu um campeonato mundial e, no ano retrasado, cinco atletas competiram no Campeonato Brasileiro em Brasília, conquistando medalhas de ouro, prata e bronze.

Fome 

João Luiz Miranda, que foi treinador voluntário de judô desde que se aposentou da Guarda Municipal, admitiu que sua equipe nem sempre foi tão bem-sucedida.

“Ficávamos em 30°, 31° lugar. O máximo que alcançamos, até seis anos atrás, foi a 15ª posição”, mencionou ele. “Os atletas eram bons, os treinos eram bons, mas os garotos, as garotas quase desmaiavam…de fome!”.

O desempenho dos judocas mudou radicalmente com a chegada do Rotary Club carioca. Por meio da parceria com bancos de alimentos locais, o clube passou a fornecer cestas básicas graças à articulação do presidente do clube no ano rotário 2015-16, Décio Luís Escudero Garcia. Mensalmente, os membros da equipe ganham caixas de alimentos.

Trabalhando com 17 Rotary Clubs do Distrito 4570 do Rotary, no Brasil, o clube também comprou uniformes de judô, pagou taxas de inscrição para competições e doou equipamentos de musculação. Eles coordenam a arrecadação de fundos por meio do GRAAMO (Grupo Rotary de Apoio às Artes Marciais Olímpicas) e captam recursos extras vendendo óleo de cozinha usado de restaurantes da região para uma usina de reciclagem. A empresa francesa INEO (Engie) do Brasil Engenharia e Sistemas é também uma grande apoiadora do programa, contribuindo imensamente ao seu sucesso.

Na foto  abaixo, a equipe do Força Jovem Judô-CFC, com Os rotarianos Décio Luís Escudero Garcia (centro) e João Luiz Miranda (à esquerda de Décio), grandes incentivadores do projeto.

 

Vencendo na vida

Nem todos desejam se profissionalizar no esporte. Há quem pense seguir a carreira de jornalista ou biólogo marinho, por exemplo. E o professor João, como era carinhosamente chamado pelos alunos, estava sempre disposto a dar orientações.

“O objetivo principal do programa é melhorar as comunidades, uma pessoa de cada vez”, afirmou ele. “Todos os estudantes vivem em favelas. Nosso objetivo sempre foi envolvê-los em algo bom, para mostrar que há opções além da vida no crime.”

A participação no programa de judô é gratuita. Mas, para permanecer nele, os alunos devem frequentar a escola, tirar boas notas e tratar a família, os amigos, os colegas e os membros da equipe com o devido respeito.

“Os professores talvez não tenham noção de quanto nos ajudam”, diz a judoca Elaine Martins. “Essas não são palavras banais: somos mesmo uma família.”

Fonte: Roberto Torquato e Maureen Vaught, com base em matéria publicada pela revista Rotary Brasil

Enviado por Luiz Carlos em Sáb, 10/06/2017 - 11:55 , em
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