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O Rotary Faz a Diferença

A contribuição do Rotary contra a poliomielite

Combatendo a poliomieliteOs pais que ainda não levaram seus filhos menores de cinco anos para a imunização contra a poliomielite, terão mais uma oportunidade neste sábado (22), onde todas as Unidades Básicas de Saúde estarão abertas para receber as crianças.
Um dos resultados mais importantes dos esforços do Rotary para erradicar a pólio é a aliança da qual você provavelmente nunca ouviu falar – a GPEI – Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, que é responsável pelo desenvolvimento de vacinas, detecção e contenção de novos casos e imunização de milhões de crianças anualmente. Ela se tornou modelo de parceria em grande escala, entre os setores públicos e privados, de pessoas a combater a disseminação de doenças.
Instituída em 1988, a GPEI é uma parceria da Organização Mundial da Saúde-OMS, Unicef, Centro Norte-Americano de Controle de Doenças-CDC e o Rotary International.
Mas a caminhada do Rotary ao combate a pólio surgiu ainda no ano de 1978. Em 1979 o Rotary realizou um projeto para imunizar seis milhões de crianças contra a pólio, nas Filipinas, e em 10 anos angariou 247 milhões de dólares para investir na causa.
Atraída pela iniciativa, a Organização Mundial de Saúde, no ano de 1988, durante Assembleia Mundial, criou a GPEI, para eliminar a pólio globalmente. Naquele ano haviam 125 países onde a pólio era endêmica e um total de 350 mil novos casos da doença. Em 2000, os números tinham diminuídos para 20 países e 719 novos casos.
O Brasil foi um dos primeiros países a erradicar a poliomielite com estratégias de vacinação. A primeira campanha nacional foi realizada em 1980. Até a década de 1970, registravam-se cerca de dois mil casos da doença por ano no Brasil.
Durante os anos de 1984 a 1995, o Rotary International forneceu todas as vacinas para o combate da pólio. O último caso brasileiro aconteceu em 1989, na Paraíba. Desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela OMS de erradicação da doença.
Esta é a principal bandeira que os 1,2 milhão de rotarianos levantam em suas ações. “Sentimo-nos privilegiados em fazer parte de uma movimentação deste porte. Em 2013, a doação dos rotarianos computou 1,3 bilhão de dólares para erradicar a pólio no mundo, e sabemos que, de alguma forma, contribuímos com esses números”, declara o presidente do RC Caçador Sul Contestado, Marco Aurélio Vargas das Neves.
Em 2009 a contribuição do Rotary para a iniciativa de erradicação chega a cerca de US$800 milhões. A Fundação Bill e Melinda Gates promete investir US$355 milhões, contanto que o Rotary arrecadasse US$200 milhões para a iniciativa.
Os mais de 32 mil clubes se mobilizaram na campanha de conscientização pública “Falta Só Isto” e a iniciativa ultrapassou US$1 bilhão. Agora a doação de Bill Gates tem um impacto ainda maior: até 2018, cada dólar que o Rotary se comprometer a usar para a erradicação da pólio será equiparado na proporção de 2 para 1 pela Fundação Bill & Melinda Gates.
Hoje, a redução de incidência global da pólio é de 99%. Apenas três países ainda registram casos da pólio: Paquistão, Afeganistão e Nigéria. O último país a atingir a erradicação foi a Índia, em 2013, conquista que reforça a erradicação global.
O Rotary também conta com a comunidade onde está inserido para o combate à pólio. “Se tivermos o apoio da comunidade em nossas ações, poderemos contribuir cada vez mais com a erradicação da pólio até o final de 2018, que no ano de 2013 totalizou um investimento de mais de US$ 10 bilhões”, frisa Neves.
SOBRE O ROTARY — O Rotary é uma rede de voluntários que dedicam seus talentos e tempo para tratar grandes necessidades humanitárias. O 1,2 milhão de associados dos Rotary Clubs estão em mais de 200 países e regiões geográficas. Eles trabalham para melhorar as condições de vida local e internacionalmente, desde ajuda a famílias em suas próprias comunidades até a erradicação de uma doença como a pólio.

Fonte: Jornal Informe (Caçador e Florianópolis) - 25/11/2017

Enviado por Luiz Carlos em Sáb, 25/11/2017 - 14:37 , em