Rotary RJ Ilha do Governador

O Rotary Faz a Diferença

O Rotary e as Casas da Amizade

Seguindo a cultura machista, que dominou o nosso planeta durante milênios, o Rotary também nasceu com a diretriz de “Clube do Bolinha”, até porque, quando da sua primeira reunião, naquela longínqua noite fria de quinta-feira, 23 de fevereiro de 1905, o seu mentor intelectual Paul Percy Harris convidou três outros homens (Hiram Shorey, Silvester Schiele e Gustavus Loehr) para criarem essa fantástica instituição internacional.

E, por muitos anos, o Rotary International resistiu bravamente ao ingresso de mulheres em seu quadro social, até que, a partir de 1º de julho de 1989, a mulher adquiriu o direito de pertencer ao Rotary, decisão confirmada na Convenção de Seul, na Coréia do Sul. No entanto, a mulher nunca esteve ausente do Rotary. O primeiro grande exemplo dessa afirmação foi dado pela esposa de Paul Harris, Jean Thompson Harris, que sempre esteve ao lado do seu esposo, como conselheira e executora de atividades rotarianas, que estivessem ao seu alcance.

Em 1914, Ann Brunnier e Ann Gundaker, esposas de Bru Brunnier e Guy Gundaker, respectivamente, participaram da Convenção Internacional em Houston, no Texas, causando enorme surpresa para os presentes, ao mesmo tempo em que despertavam o carinho dos rotarianos ali reunidos, os quais criaram o termo “Rotary Ann”, para designar afetuosamente aquela participação feminina.

Acompanhando o movimento reivindicatório mundial, na busca merecida de conquistar seus próprios espaços, as mulheres também vêm adquirindo notoriedade oficial no Rotary, principalmente a partir da criação da “Sociedade de Damas Rotárias”, iniciada nos EUA.

No Brasil, a primeira Associação de Senhoras de Rotarianos foi criada em 1938, pelo RC de Bauru. Em 1948, foi fundada por Nair Valente, Susie Fernandes e outras senhoras a Casa da Amizade da Família dos Rotarianos, do Rio de Janeiro. Essas entidades foram consideradas de utilidade pública pela Lei 5.575, de 17 de dezembro de 1969.

No entanto, o que se identifica de mais importante e consistente para a evolução do Rotary, nesta atual onda, é a participação efetiva e conjunta das esposas dos rotarianos na concepção, execução e discussão de resultados dos projetos e das atividades dos seus respectivos Clubs, como se elas fossem sócias ativas.

Dessa forma, se o Rotary quer se modernizar, ampliar seus quadros sociais, preparar-se para o novo milênio, deverá implementar um audacioso programa para atrair novas sócias e, principalmente, compartilhar as atividades dos seus Clubs com as esposas rotarianas . Este é o caminho!

Fonte: Antonio J C da Cunha - RC Duque de Caxias - D4570

Enviado por Luiz Carlos em Sáb, 10/06/2017 - 11:01 , em