Rotary RJ Ilha do Governador

O Rotary Faz a Diferença

Como foi o dia do Rotary na ONU

Os ganhadores do Prêmio Rotary por Responsabilidade Social (a partir da esquerda): Jean-Paul Faure, Stephanie Woollard, representante do Mercantil Banco Universal Luis Calvo Blesa, Larry Wright, Annemarie Mostert, Suresh Goklaney, representante da Coca-Cola Pakistan Fahad Qadir. (Juan Silva Beauperthuy, que também ganhou o prêmio, não aparece na foto.).

Foto: Monika Lozinska/Rotary International

A escultura imponente de um homem empunhando uma espada e levantando um martelo pode ser vista do lado de fora do prédio das Nações Unidas, em Manhattan. Ao transmitir tenacidade, a obra reflete um objetivo comum do Rotary e da ONU que foi reafirmado neste último sábado, 12 de novembro: unir forças para fazer deste um mundo mais justo e pacífico.

O tema deste ano para o evento anual foi “Negócios Responsáveis, Sociedades Resilientes”, que enfatizou o papel do Rotary como rede global de líderes empresariais e profissionais que contribuem para que suas comunidades sejam mais fortes e prósperas.

O presidente do RI, John Germ, falou aos participantes: “Convertamos nossas espadas em relhas de arado”, dando o tom da reunião que teve workshops e palestras sobre ações responsáveis, e como as empresas podem contribuir ao desenvolvimento econômico e social positivo.

“É exatamente nesses assuntos que a ONU e o Rotary trabalham juntos, dando as ferramentas necessárias às comunidades e capacitando-as para que progridam”, afirmou o presidente.

Per Saxegaard, fundador e chairman da Business for Peace Foundation, de Oslo, falou sobre a complexa relação entre o mundo dos negócios e a sociedade, marcada por tensões e oportunidades. Per mencionou que apesar de existir a percepção de que o único motivador de uma empresa é a obtenção do lucro, o sucesso comercial e o progresso social estão intrinsecamente ligados.

“As necessidades sociais definem os mercados. Eu conheci vários empreendedores e todos têm algo em comum: frente a um problema eles dizem que podem resolvê-lo de forma eficiente e barata. Este pensamento é a alma do negócio. Precisamos desta atitude para vencermos os obstáculos da fome e do analfabetismo.” Per ressaltou a ambiciosa Meta de Desenvolvimento do Milênio da ONU, de eliminar a pobreza até 2030, e como as empresas podem contribuir para este fim.

Kim Won-soo, alto representante das Nações Unidas para assuntos de desarmamento, e Reza Houssaini, chefe de assuntos da pólio do Unicef, também deram palestras.

John Hewko, secretário-geral do Rotary, entregou o Prêmio Rotary por Responsabilidade Social às pessoas e empresas abaixo por suas melhores práticas de geração de emprego, treinamento e inovação.

Pessoas homenageadas:

• Juan Silva Beauperthuy (Rotary Club de Chacao, Venezuela). Há 25 anos que Beauperthuy ajuda jovens carentes por meio do programa educacional “Queremos Graduarnos”, que conta com o apoio da sua firma de engenharia e beneficia mais de 700 alunos em 18 escolas.

• Jean-Paul Faure (Rotary Club de Cagnes-Grimaldi, França). Visando oferecer treinamento e capital a novos empreendedores, Faure lançou o concurso “Le Trophée du Rotary”, o qual está em seu sétimo ano e recebe apoio de um grande banco.

• Suresh Goklaney (Rotary Club de Bombay, Índia). Goklaney, vice-chair executivo de uma fabricante de sistemas de purificação de água, liderou uma frente para fornecer água potável na zona rural e áreas urbanas carentes do país. Foram abertos alguns centros para as mulheres ganharem renda com a venda d’água.

• Annemarie Mostert (Rotary Club de Southern Africa, África do Sul). Em 2005 Mostert formou o Sesego Cares, uma entidade sem fins lucrativos de Johannesburg que oferece aulas formais, treinamento profissionalizante e técnicas de empreendedorismo e liderança a mulheres e crianças. Ela trabalhou com a TOMS Shoes no fornecimento de 1,3 milhão de pares de sapatos no país.

• Stephanie Woollard (Rotary Club de Melbourne, Austrália). Depois de conhecer sete artesãs analfabetas durante sua visita ao Nepal, Woollard fundou a empresa Seven Women para ajudar as nepalesas a fabricar e vender seus produtos no exterior. Elas também aprendem noções de informática e contabilidade. Nos últimos 10 anos, mais de 1.000 mulheres foram beneficiadas.

• Larry Wright (Rotary Club de Taylor, EUA). Wright abriu sua empresa de paisagismo graças a um empréstimo bancário obtido nos anos 1970. Em 2013, ele liderou uma campanha para adaptar um modelo de microcrédito para ajudar empreendedores de Detroit, cidade seriamente afetada pela crise financeira, oferecendo microcrédito, aulas de administração e consultoria.

Empresas parceiras homenageadas:

• Coca-Cola Pakistan tem ajudado o Rotary Pakistan National PolioPlus Charitable Trust desde 2010 na promoção de vacinações e conscientização sobre a pólio, principalmente por meio de publicidade e projetos para fornecimento de água potável no Paquistão, um dos últimos redutos da poliomielite.

• Mercantil Banco Universal apoia um projeto que já treinou 6.000 pessoas em 40 universidades da Venezuela na disciplina responsabilidade social e liderança, visando incentivar os alunos a aplicar seu conhecimento acadêmico para vencer os desafios de comunidades carentes.

Na parte da tarde, o rotariano Devin Thorpe falou sobre a intersecção do lucro e do propósito de uma empresa. Ele ressaltou que a existência de um programa corporativo voltado a ações sociais sempre traz resultados positivos, ao gerar lealdade e satisfação entre os funcionários e clientes da companhia.

“Toda corporação é formada por pessoas. Cabe a nós moldar o comportamento das empresas.”

Assista ao vídeo do evento pelo site .

Fonte: Sallyann Price-Rotary news

Enviado por Luiz Carlos em Seg, 28/11/2016 - 11:03 , em