Rotary RJ Ilha do Governador

O Rotary Faz a Diferença

Canadense nada pelo fim da pólio

A tentativa de uma rotariana canadense de 43 anos de atravessar o Lago Ontário, em agosto, arrecadou cerca de US$150.000 em prol da erradicação da pólio. 

No dia 7 de agosto, Thie Convery, associada do Rotary Club de Dundas, Canadá, chegou à metade da travessia, mas condições climáticas desfavoráveis forçaram-na a parar. Através da iniciativa Swim to End Polio, seu clube conseguiu angariar US$44.000 para o Desafio 200 Milhões de Dólares do Rotary. A campanha de arrecadação também inspirou outros clubes canadenses a contribuírem ao Desafio. 

Segundo William R. Patchett, presidente da Comissão da Fundação Rotária do Distrito 7070, os clubes do Canadá já doaram cerca de US$150.000, de acordo com dados de início de setembro. 

O esforço de Convery obteve grande cobertura da mídia. “Nosso objetivo era aumentar a conscientização das pessoas sobre a importância da campanha, o que com certeza conseguimos", disse. 

Convery, consultora financeira, disse que teve a ideia de atravessar o lago depois de uma conversa dos associados de seu clube sobre maneiras criativas de arrecadar fundos ao Desafio do Rotary. 

Motivação

Ela também foi motivada por sua amizade com dois sobreviventes da pólio: Sadique Alli, ex-associado do Rotary Club de Dundas, que contraiu a doença quando criança, na Índia, e agora caminha com a ajuda de um aparelho ortopédico, e Ramesh Ferris, do Rotary Club de Whitehorse, Canadá, que em 2008 atravessou o país em sua bicicleta de mão, arrecadando mais de C$300.000 para a erradicação da doença. 

Antes do treinamento, o máximo que fazia era nadar na piscina de sua cidade. 

"Eu não estava acostumada a nadar longas distâncias. Mas quando tive a ideia, há um ano, decidi começar a treinar", explicou Convery, que seis anos atrás entrou para o ranking nacional de fisiculturismo sem anabolizantes. "Estou acostumada a fazer atividades físicas, mas nada desse tipo." 

Depois de meses de prática, Convery completou o percurso de 19 Km no Lago Erie, em junho, o que a qualificou para sua travessia. O grupo voluntário Solo Swims of Ontario, que supervisiona pessoas que tentam nadar longas distâncias, avalia os nadadores e suas equipes para checar se estão preparados. 

No dia 7 de agosto, Convery começou a travessia do Lago Ontário por volta das 9h40, acompanhada por alguns barcos onde estavam sua equipe de apoio, médicos e salva-vidas. Cerca de 24 Km depois, e muito antes de chegar ao outro lado, sua equipe decidiu tirá-la da água. 

“Ela se esforçou muito", disse Karen Cumming, uma amiga, responsável pela publicidade do evento. "Se não tivesse sido pelo mau tempo, ela teria completado a travessia." 

Convery disse que não descarta a ideia de uma nova tentativa e que ficou impressionada pela dedicação de sua equipe e pelo apoio dos rotarianos. "Olhar em volta e ver as pessoas que doaram tempo, energia e dinheiro é algo muito recompensador. Nós fizemos a diferença. Não terminamos de cruzar o lago, mas com certeza fizemos a diferença. Pergunte às crianças que receberão a vacina antipólio se a iniciativa valeu a pena ou não."</p>

Enviado por Luiz Carlos em Sex, 17/09/2010 - 10:25 , em