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História da Ilha do Governador



DA REPÚBLICA A...



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Mapa da Ilha A República era nova (15/11/1889). De interesse da Ilha, na pasta do Interior, o governo provisório baixou o Decreto n° 893, de 18 de outubro de 1890, declarando "de utilidade pública a desapropriação dos terrenos da parte ocidental da Ilha do Governador até os limites da fazenda de São Bento com a de Santa Cruz".
 
Antes de findar o século, as Colônias de Mendigos, ou por não terem dado certo, ou por outra razão, foram aproveitadas para a implantação de Colônias de Alienados. De uma delas, foi diretor João Henriques de Lima Barreto, pai do importante escritor carioca, Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922), a família instalada em sítio no Carico, no Galeão.
De sua infância descuidosa, no meio de arvoredos de fruta, deixou Lima Barreto recordações, em artigo e em seu Triste Fim de Policarpo Quaresma, recuperadas por Francisco de Assis Barbosa.
Homenageamos Lima Barreto com um busto, da autoria de Francisco de Andrade, na antiga Praça da Freguesia, hoje, Calcutá.
Projeto de construção de um novo matadouro para a cidade, que poderia ser na Ilha do Governador, ou em qualquer outro ponto mais conveniente, foi apresentado por Bernardo do Amaral Savaget, Comendador Dinis Nunes Pinto e Carlos Schmidt, em 1893.

Nesse mesmo ano, a Ilha foi palco de ataques na guerra civil, Revolta da Armada, iniciada em 06 de setembro de 1893.
Deodoro da Fonseca, Marechal, proclamador da República e seu primeiro Presidente, no primeiro momento, chefe do governo provisório, teve como Vice, outro alagoano, o Marechal Floriano Peixoto.

Por dificuldades no governo, Deodoro renunciou em 1891, assumindo Floriano, chamado o "consolidador da República". Também seu período não esteve isento de crises de que uma foi o movimento armado, chefiado pelos Almirantes Custódio José de Melo e Luís Felipe de Saldanha da Gama, que se consagrou como Revolta da Armada.

A Ilha serviu de base aos revoltosos e foi, por isso, bombardeada.

Ali estavam a Escola de Aprendizes Marinheiros n° 8, ao sudoeste da ponta da Ribeira, no lado leste do saco do Jequiá, formado pelas pontas do Matoso e da Coisa Má; os paióis de munições na ponta do Matoso, em frente à Ilha Seca, e o Asilo dos Inválidos da Marinha, próximo da Escola(...)

Na Ilha, supriam-se os navios revoltosos de gêneros frescos, carne, leite e água.


Enviado por Luiz Carlos em Qua, 14/06/2006 - 09:11