Rotary RJ Ilha do Governador

O Rotary Faz a Diferença

Participação no MOBRAL

No dia 26 de outubro de 1971, o Companheiro Sylvio Augusto Regalla comunicou o início do Programa Mobral – Movimento Brasileiro de Alfabetização, promovido pelo Governo federal e que teve intensa participação do Rotary Clube RJ Ilha do Governador, com a cooperação de mais 3 companheiros. O Programa foi desenvolvido em diversos locais tais como residências, salas cedidas por simpatizantes e com a colaboração de diversas empresas da Ilha do Governador.

O Movimento Brasileiro de Alfabetização - o MOBRAL foi criado pela Lei número 5.379, de 15 de dezembro de 1967, propondo a alfabetização funcional de jovens e adultos, visando "conduzir a pessoa humana (sic) a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida" Apesar da ênfase na pessoa, ressaltando-a, numa redundância, como humana (como se a pessoa pudesse não ser humana!), vemos que o objetivo do MOBRAL relaciona a ascensão escolar a uma condição melhor de vida, deixando à margem a análise das contradições sociais inerentes ao sistema capitalista. Ou seja, basta aprender a ler, escrever e contar e estará apto a melhorar de vida.

Metodologia do MOBRAL

Programa de Alfabetização Funcional

      O Programa de Alfabetização Funcional apresentava seis objetivos:

1 - desenvolver nos alunos as habilidades de leitura, escrita e contagem;
 2. desenvolver um vocabulário que permita o enriquecimento de seus alunos;
 3. desenvolver o raciocínio, visando facilitar a resolução de seus problemas e os de sua comunidade;

 4. formar hábitos e atitudes positivas, em relação ao trabalho;

 5. desenvolver a criatividade, a fim de melhorar as condições de vida, aproveitando os recursos disponíveis;

6. levar os alunos:

-        a conhecerem seus direitos e deveres e as melhores formas de participação comunitária;

-        a se empenharem na conservação da saúde e melhoria das condições de higiene pessoal, familiar e da comunidade;

-       a se certificarem da responsabilidade de cada um, na manutenção e melhoria dos serviços públicos de sua comunidade e na conservação dos bens e instituições;

-        a participarem do desenvolvimento da comunidade, tendo em vista o bem-estar das pessoas (Corrêa, 1979: 152).

Enviado por Luiz Carlos em Seg, 04/09/2006 - 22:13