Rotary RJ Ilha do Governador

Rotary a Serviço da Humanidade

Banco de Leitos Hospitalares

O Rotary Clube Belford Roxo Lote XV implantou e administra o Banco de Leitos Hospitalares, entidade que muito tem ajudado a pessoas acometidas de doenças que exigem acomodação assemelhadas às hospitalares, porém nas próprias residências. A história do Banco de Leitos Hospitalares que pode ser lida a seguir, também é uma gentileza do companheiro Antonio Joaquim Cunha, do Rotary Clube Duque de Caxias.

BANCO DE LEITOS HOSPITALARES E AROLDO MENDONÇA - DOIS NOMES ASSOCIADOS QUE LEMBRAM O “IDEAL DE SERVIR”

O Banco de Leitos Hospitalares teve como grande inspiradora a Sra. Francisca Mendonça, mãe do companheiro AROLDO MENDONÇA, a qual viveu seus últimos dias na Santa Casa de Misericórdia. A Santa Casa, em depósito, guardava  dezenas de leitos hospitalares defeituosos, algumas cadeiras de rodas, macas e outros objetos em precário estado de conservação. De início, atendendo a pedidos de sua mãe, Aroldo Mendonça realizava constantes consertos nos referidos bens, auxiliando a “Sta. Casa” até que, certo dia, surgiu a idéia de propor uma parceria ao Administrador da Santa Casa: levaria todos os leitos danificados. Providenciaria a reforma e devolveria a metade. Com os 50 % seria ampliado o BANCO DE LEITOS HOSPITALARES.

O Administrador conhecia o Rotary e confiou na proposta do rotariano. Assim nasceu o BANCO DE LEITOS HOSPITALARES. Isto aconteceu em 1989, quando era criado Rotary Club Lote Quinze, onde o AROLDO MENDONÇA era dos líderes. No dia 15 de março, ao receber a Carta Constitutiva, simultaneamente, era criado o Banco e naquele dia, disponibilizando dez (10) leitos. Com a ajuda da Santa Casa e com o  trabalho dos rotarianos do Lote Quinze, sempre liderados pelo Companheiro Aroldo, com  a ajuda de outras unidades rotárias, o Banco caminha para 20 anos de existência e hoje já conta com cerca de 600 unidades. Mais de 400 estão cedidos para necessitados e o Aroldo tem a satisfação de dizer que nunca deixou de atender a qualquer pedido por falta de estoque.

Para adquirir um leito hospitalar, por empréstimo de 180 dias, não é necessário ser rotariano nem tampouco ser do Lote Quinze. Basta contatar um companheiro rotariano. Este o encaminhará ao companheiro Aroldo Mendonça. Será marcada uma hora para a entrevista com a pessoa responsável (parente ou amigo). O interessado deverá levar documentos: CPF; Identidade; Comprovante de residência (do usuário e do responsável). Será preenchido e assinado um formulário próprio. Sempre que possível um rotariano deve abonar o empréstimo. O transporte fica a cargo do interessado. O banco não dispõe de viatura. O empréstimo é grátis, por 180 dias, podendo ser renovado através da presença do responsável ou por contato telefônico.

AROLDO MENDONÇA (O ABNEGADO) tem hoje seu nome intimamente ligado ao BANCO DE LEITOS HOSPITALARES. É seu legítimo representante. Tem residência em Botafogo na Cidade do Rio de Janeiro. Seu deslocamento é diário para Duque de Caxias e para o Lote Quinze (Distrito de Belford Roxo) onde está localizado o depósito do Banco, em imóvel de sua propriedade. O combustível é por sua conta assim como outras despesas decorrentes da conservação dos leitos. São inúmeras as histórias que decorrem da existência do banco. Uma delas, a mais hilariante, talvez, consiste na RIFA DE UMA ÉGUA que lhe atribui o codinome de ‘”AROLDO O PAI DÉGUA”, um animal rifado por várias vezes porque os sorteados sempre a devolviam para nova rifa. Além de fundador e coordenador das atividades por quase 20 anos, atualmente concentra suas preocupações na CONSTRUÇÃO DA SEDE PRÓPRA.  

Aroldo não almoça em casa. Todos os dias está presente em um clube rotário vizinho, onde não raro lhe são presenteados sacos de cimento, tijolos, areia, pedra, ou cheques em forma de donativos destinados à construção do galpão. Sua mais recente invenção: a rifa de uma vaca fruto da transação de um pedaço de terra com um criador de gado na região.

AROLDO E O ACIDENTE – Se não bastasse todo o trabalho comentado, o CP Aroldo ainda consegue tempo para prestar assistência a parentes e amigos. E numa destas tarefas, quando assistia a um de seus irmãos que necessitava ser levado para cuidados médicos, foi vítima de um atropelamento que lhe causou a fratura do fêmur. Assistido no Hospital da UNIMED em Duque de Caxias, foi beneficiado por cirurgia. Com aplicação de uma prótese está em plena recuperação depois de dois meses de leito. Pelos benefícios da fisioterapia acredita que dentro de mais alguns dias possa ter autorização médica para retornar às suas atividades.

Em casa, seus telefones não param. Telefonemas, os mais diferentes, ocupam seu tempo. São pedidos de benefícios, ofertas de material ou simplesmente o carinho de amigos e companheiros preocupados com sua reabilitação. 

Para maiores informações utilize o Fale Conosco.

Enviado por Luiz Carlos em Sáb, 15/07/2006 - 14:24